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LIPOASPIRAÇÃO

A escolha de um profissional membro especialista da Sociedade de Cirurgia Plástica deve ser a primeira assertiva no processo de tomada de decisão. As maiores complicações que a mídia veicula, geralmente, estão associadas a profissionais não habilitados. Na consulta, o médico avaliará o peso ponderal, qualidade da pele, distribuição da gordura e tônus muscular. Estas questões serão importantes para definir se o paciente é ou não um bom candidato a lipoaspiração.
Quanto maior o grau de elasticidade, maior será a adaptação da pele ao novo formato corporal. Pacientes que emagreceram muitos quilos antes da cirurgia ou tiveram gestações necessitam retirar excesso de pele através de fuso de pele um pouco maior que a dimensão de uma cicatriz de cesariana ou até mesmo a cirurgia de abdominoplastia, para obtenção de melhores resultados estéticos e maior satisfação da paciente. Quando a flacidez não é acentuada, pode-se associar a aplicação do chamado laserlipólise, que melhora da retração de pele. Importante salientar também que a lipoaspiração não é tratamento para celulite.
Na anamnese, as questões relacionadas com o estilo de vida da paciente são comentadas, pois grande parte das pacientes, dentro dos primeiros dois anos de pós-operatório, acaba ganhando quilinhos extras. A manutenção das medidas corpóreas e do peso ponderal é uma etapa importantíssima para garantir o resultado pós-operatório tardio. O planejamento pré-operatório inclui a anamnese, exame físico e exames pré-operatórios para identificação de algum risco cirúrgico (diabetes mellitus, cardiopatia entre outros) e profilaxia de prováveis complicações pós-operatórias.
A cirurgia de lipoaspiração é, em geral, realizada com anestesia peridural com sedação, geral (procedimento corporal) ou local (áreas muito pequenas e em região cervical).
A lipoaspiração é uma técnica em cirurgia plástica de retirada de gordura localizada, por isso, a duração do procedimento dependerá da extensão e quantidade de áreas a serem tratadas (entre 1 a 4 horas). A cirurgia é realizada através de pequenas incisões localizadas nas dobras de pele ou em locais onde as cicatrizes ficam imperceptíveis. Infiltra-se a região com uma solução tumescente composta por soro fisiológico e adrenalina (com ou sem anestésico local) afim de minimizar a perda de sangue, o inchaço e as dores durante o pós-operatório. Além disso, o tecido gorduroso fica mais frouxo, facilitando o processo de aspiração. A seguir, a cirurgiã insere cânulas ocas e com orifícios (cerca de 2,5 a 4 mm de diâmetro) conectadas a um aparelho de vácuo. A partir de movimentos de vai-e-vem, formam-se túneis regulares no tecido gorduroso no qual a gordura vai sendo aspirada homogeneamente.
Caso o paciente apresente áreas de depressão ou menos proeminentes, é possível fazer o preparo e a reintrodução dessa gordura em regiões como glúteo, trocânter (lateral de quadril) e face. É importante lembrar que cerca de 30-50% da gordura enxertada pode ser reabsorvida ao longo dos primeiros meses. Mesmo assim, os efeitos são permanentes, já que a gordura enxertada faz parte do próprio corpo e se integra ao sítio receptor. Nesse caso, denominamos o procedimento de lipoescultura.

Os riscos
Só para relembrar, o Conselho Federal de Medicina e a Câmara Técnica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica determinaram, por motivos de segurança da paciente, que podem ser retirados no máximo 7% do peso corporal nas cirurgias infiltrativas (aquelas em que soro fisiológico e anestésico são injetados na camada de gordura antes de aspirá-la) e 5% do peso corporal nas não-infiltrativas. Juntamente com a gordura, remove-se também elementos importantes como água, sangue, linfa e eletrólitos. Desta forma, a quantidade de tecido lipoaspirado deve ser respeitada. As complicações de lipoaspiração são semelhantes às de qualquer outra cirurgia. Entre as complicações, incluem-se: edema, hematoma, infecção, ondulações na pele, deiscência, necrose. Uma vez que se trata de uma intervenção cirúrgica igual a qualquer outra, indica-se a realização em ambiente de centro cirúrgico, pois este estará equipado com toda monitorização necessária para controle clínico do paciente. Muito se comenta sobre o risco de embolia gordurosa. Essa complicação pode ser evitada com o uso de cânulas não traumáticas, controle na quantidade e forma de aplicação da gordura nas áreas com depressão ou baixa projeção.